Vou ser sincero, estas palavras raramente saem pela minha boca.
Eu raramente digo que amo alguma coisa, acho muito ruim dizer isto aos ventos sem realmente ter este sentimento.
Sempre digo que gosto, ou em outros casos que gosto muito, que me agrada ou que me satisfaz.
Mas eu tenho que dizer agora, mesmo me sentindo como um tolo.
Eu diria que amei os momentos que passamos juntos, cada gargalhada, cada olhar, cada toque.
Você foi, única.
Eu posso dizer que se fechar os meus olhos, posso reviver grande parte destes momentos.
Eu fecho meus olhos, e as imagens caem sobre minha mente como a chuva.
Você foi, única.
Por mais que eu arrume estas palavras, você sabe, elas não ficariam tão boas quanto eu tenho imaginado.
Por mais que eu tente te dizer, isto não sairia de forma coesa de meus lábios.
Sabe que eu me atrapalho com estas coisas. Sabe que eu sou péssimo pra dizer o que eu realmente sinto.
Naquela manhã de chuva, em plena entediante tarde de terça feira, nascem alguns sentimentos. Seja de uma simples lembrança de um sorriso ou de uma lágrima, seja daquele "empurrãozinho" de uma música marcante. Aqui, estes sentimentos têm a chance de continuarem a existir. Talvez um dia, em seu coração.
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
sexta-feira, 4 de julho de 2014
Sem título
Ela me contava sobre algo que eu não sabia mais o que era.
Ela me contava sobre uma época em que não precisava correr daquilo que acreditava,
uma época em que ela não precisaria acordar de um sonho se não quisesse.
Ela me dizia de belezas deste mundo cinza que eu não conhecia,
e que por mais que eu pudesse me esforçar, eu não conseguiria sequer imaginar.
Ela me dizia que eu não precisava temer a minha sombra,
que não havia inimigos a espreita enquanto eu dormisse.
Ela me dizia que minha cabeça não seria pesada com pensamentos negativos.
Pensamentos que agora passavam devastando a minha mente.
Ela me contava sobre uma época que ela poderia adormecer observando a lua.
Ela me contava sobre tempos em que a vida passava diante de seus olhos,
e estes brilhavam com tudo aquilo que podiam contemplar.
Ela me dizia que as lutas não eram necessárias,
e que a mutilação de minha carne não seria um preço a se pagar pelo que eu tomava como verdade.
Ela me dizia que as idéias não atravessariam a minha cabeça,
não como lâminas mortais como elas faziam agora,
e sim como um sopro de alívio por poder concebê-las.
Ela me contava sobre tempos em que não precisava ser ter medo...
Ela me contava sobre uma época em que não precisava correr daquilo que acreditava,
uma época em que ela não precisaria acordar de um sonho se não quisesse.
Ela me dizia de belezas deste mundo cinza que eu não conhecia,
e que por mais que eu pudesse me esforçar, eu não conseguiria sequer imaginar.
Ela me dizia que eu não precisava temer a minha sombra,
que não havia inimigos a espreita enquanto eu dormisse.
Ela me dizia que minha cabeça não seria pesada com pensamentos negativos.
Pensamentos que agora passavam devastando a minha mente.
Ela me contava sobre uma época que ela poderia adormecer observando a lua.
Ela me contava sobre tempos em que a vida passava diante de seus olhos,
e estes brilhavam com tudo aquilo que podiam contemplar.
Ela me dizia que as lutas não eram necessárias,
e que a mutilação de minha carne não seria um preço a se pagar pelo que eu tomava como verdade.
Ela me dizia que as idéias não atravessariam a minha cabeça,
não como lâminas mortais como elas faziam agora,
e sim como um sopro de alívio por poder concebê-las.
Ela me contava sobre tempos em que não precisava ser ter medo...
sexta-feira, 13 de junho de 2014
End
Por um momento, eu vi a luz se esvaindo de seus olhos.
Eu sabia que já era tarde, que por mais que eu tentasse, nada a traria de volta,
eu já ignorava tudo ao meu redor, meu sangue corria gelado em minhas veias,
o suor que descia pelo meu rosto, cortava como uma navalha em minha pele.
Eu sabia que era apenas um corpo em meus braços.
Eu sabia que já não havia uma alma para salvar naquela carne que eu segurava.
Eu sabia, que mesmo meus gritos desesperados, não poderia fazer nada para mudar a realidade.
Eu temia que aquilo fosse o fim.
Não importava o que eu fizesse, nada mudava. Eu já sentia que ela esfriava em meus braços.
Já era difícil me lembrar de alguma coisa, as minhas emoções confusas derrubavam a minha mente,
eu já não sabia o que fazer, o desespero me fazia doente...
Eu sabia que era apenas um corpo em meus braços.
Eu sabia que já não havia uma alma para salvar naquela carne que eu segurava.
Eu sabia, que mesmo meus gritos desesperados, não poderia fazer nada para mudar a realidade.
Eu sabia, que era um final.
Mesmo que eu tentasse lutar contra com uma força que eu desconhecia.
Mesmo que eu ignorasse o pavor que tomava cada célula de meu corpo.
Eu sabia. tudo terminava ali.
Eu sabia que já era tarde, que por mais que eu tentasse, nada a traria de volta,
eu já ignorava tudo ao meu redor, meu sangue corria gelado em minhas veias,
o suor que descia pelo meu rosto, cortava como uma navalha em minha pele.
Eu sabia que era apenas um corpo em meus braços.
Eu sabia que já não havia uma alma para salvar naquela carne que eu segurava.
Eu sabia, que mesmo meus gritos desesperados, não poderia fazer nada para mudar a realidade.
Eu temia que aquilo fosse o fim.
Não importava o que eu fizesse, nada mudava. Eu já sentia que ela esfriava em meus braços.
Já era difícil me lembrar de alguma coisa, as minhas emoções confusas derrubavam a minha mente,
eu já não sabia o que fazer, o desespero me fazia doente...
Eu sabia que era apenas um corpo em meus braços.
Eu sabia que já não havia uma alma para salvar naquela carne que eu segurava.
Eu sabia, que mesmo meus gritos desesperados, não poderia fazer nada para mudar a realidade.
Eu sabia, que era um final.
Mesmo que eu tentasse lutar contra com uma força que eu desconhecia.
Mesmo que eu ignorasse o pavor que tomava cada célula de meu corpo.
Eu sabia. tudo terminava ali.
domingo, 18 de maio de 2014
Sonhos
Toda a vida se passa diante de seus olhos.
Com este ar curioso, ela observa toda a essência se esvair das criaturas ao seu redor.
Ela acorda e vê seus sonhos desmoronarem em pedaços tão pequenos,
que ela não poderá remontá-los tão cedo.
Ela vê a luz se extinguir de toda a sua existência.
A vida se torna tão gelada que não mais pulsa em suas veias.
Seus sonhos, minha cara, são agora sádicos pesadelos.
A nuvem se aproxima, e carrega a tristeza de seus olhos.
O tempo fecha, tudo se torna cinzas em seu coração.
Ela corre contra o vento, enquanto seus olhos se entorpecem pela tempestade de sua alma.
Todo o seu sangue se esvai em cicatrizes tão antigas quanto seu próprio corpo,
ela se esquiva dos pedaços de seus sonhos que caem tentando feri-la,
nada mais importa, ela já sabe que a única coisa que pode fazer é correr,
antes que ela descubra que seus sonhos anseiam por fazê-la cair...
Com este ar curioso, ela observa toda a essência se esvair das criaturas ao seu redor.
Ela acorda e vê seus sonhos desmoronarem em pedaços tão pequenos,
que ela não poderá remontá-los tão cedo.
Ela vê a luz se extinguir de toda a sua existência.
A vida se torna tão gelada que não mais pulsa em suas veias.
Seus sonhos, minha cara, são agora sádicos pesadelos.
A nuvem se aproxima, e carrega a tristeza de seus olhos.
O tempo fecha, tudo se torna cinzas em seu coração.
Ela corre contra o vento, enquanto seus olhos se entorpecem pela tempestade de sua alma.
Todo o seu sangue se esvai em cicatrizes tão antigas quanto seu próprio corpo,
ela se esquiva dos pedaços de seus sonhos que caem tentando feri-la,
nada mais importa, ela já sabe que a única coisa que pode fazer é correr,
antes que ela descubra que seus sonhos anseiam por fazê-la cair...
sábado, 22 de março de 2014
Todo o tempo
Eu podia jurar que eu te vi sorrir esta manhã. Eu podia jurar que esta era uma alegria única.
Verdadeira.
Eu podia jurar que sua pele se arrepiava a meu toque. E que não era apenas mais uma alucinação.
Você deu o máximo de você, tanto o seu corpo quanto a sua alma podem comprovar isto.
Pela manhã, você sorria em um êxtase que não poderia ser compreendido pela humanidade.
Você manifestava o prazer como seu realmente o amanhã não nos agraciasse com sua existência.
Eu me incendiava com o seu toque, e podia viver isto uma eternidade sem ao menos me cansar.
Gostaria de lhe mostrar o que eu vejo enquanto nos perdemos em toda esta luxúria...
Eu poderia estar aqui todo o meu tempo,
ignorando a própria mortalidade,
nossas almas presas por um contrato de sangue,
uma manhã em que não poderíamos nos separar nem mesmo por um abismo...
Quando eu lhe toco, sinto sua alma se espalhar por minha pele.
Sua respiração se torna tão densa que chega ao ponto de querer parar.
A temperatura sobe tanto que nossas mentes apenas desligam.
E eu poderia fazer isso todo o tempo...
Verdadeira.
Eu podia jurar que sua pele se arrepiava a meu toque. E que não era apenas mais uma alucinação.
Você deu o máximo de você, tanto o seu corpo quanto a sua alma podem comprovar isto.
Pela manhã, você sorria em um êxtase que não poderia ser compreendido pela humanidade.
Você manifestava o prazer como seu realmente o amanhã não nos agraciasse com sua existência.
Eu me incendiava com o seu toque, e podia viver isto uma eternidade sem ao menos me cansar.
Gostaria de lhe mostrar o que eu vejo enquanto nos perdemos em toda esta luxúria...
Eu poderia estar aqui todo o meu tempo,
ignorando a própria mortalidade,
nossas almas presas por um contrato de sangue,
uma manhã em que não poderíamos nos separar nem mesmo por um abismo...
Quando eu lhe toco, sinto sua alma se espalhar por minha pele.
Sua respiração se torna tão densa que chega ao ponto de querer parar.
A temperatura sobe tanto que nossas mentes apenas desligam.
E eu poderia fazer isso todo o tempo...
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