Fiz várias tentativas em vão de alcançar uma paz interior que beira à utopia.
Atormentado pelo ar em torno de mim, a existência me obriga a acordar e ver minhas próprias mãos retalhando a minha carne com uma alegria desconhecida.
Alguém me viu fazendo isto, alguém se assustou, mas este alguém não consegue entender.
Você me faz querer gritar, em resposta a tudo que você tem tentado mudar em mim.
A perfeição que você me exige, é algo impossível de se alcançar, mesmo que eu tenha a eternidade deitada na mesma cama que eu.
Eu temo que eu não possa suportar os meus gritos em minha cabeça, atordoando a minha sanidade,
você realmente me faz querer morrer.
Minhas viagens internas não são mais o suficiente, eu tento resgatar uma alma que eu acredito nunca ter possuído.
Inocência, esperança, são coisas que eu simplesmente acho graça, por nunca ter conhecido.
Isto dói, mas não tanto para me fazer parar de me torturar.
Claramente, perdido, eu já não tento mais ir contra a luz que me cega, é claro que já não tenho minha alma quando eu vou dormir.
Eu não gosto de você, de todo modo, você me faz querer gritar.
Eu realmente não gosto de você, você me faz querer morrer.
Apenas eu, apenas me reflexo distorcido em qualquer superfície, aquele não sou eu.
Eu não sou eu.
Deixe-me dizer o que se passa em minha mente, deixe que eu me corte para atingir a redenção.
Permita que eu me deite neste chão sujo, nesta poça de água fria, e sinta o meu corpo esfriar, sinta a minha vida passar por meus olhos, sinta que eu ainda exista, sinta que ainda exista qualquer coisa por aí.
Não me acorde de meus sonhos, deixe eu ser aquela criatura que acorda e está anestesiada por toda a dor que ela mesmo a provocou.
Permita-me mostrar a minha loucura, mesmo que ela não seja de fato minha...
Nenhum comentário:
Postar um comentário