quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Esperança

Caindo como um metal frio no chão, esta era a sensação que eu tinha ao perceber que meus joelhos tocavam o solo. Preso em correntes que meus punhos não podiam destruir, era este o sentimento que minha alma carregava.
Eu já não sentia mais o prazer por destruir meus ossos contra os muros de concreto que me impediam de tentar. Eu já não sentia mais o medo por perder a minha própria humanidade. Eu já sabia que a dor pelo buraco em meu peito havia me dominado.

Eu já não era o mesmo que um dia fora...

Tudo que eu podia fazer era gritar, enquanto minha garganta era estraçalhada por minha própria agonia.
Tudo que eu podia fazer era correr, enquanto meus músculos se destruíam na esperança de um dia encontrar uma paz.

Eu podia sentir os seus dedos tocando os meus braços, eu podia sentir o seu abraço enquanto fechava os meus olhos.
Eu poderia arrancar a minha pele e queimá-la, se isto fosse eternizar esta sensação.

Eu sentia estas correntes em torno de meu pescoço e meus braços.
Eu sabia que não havia forças para destruí-las, e nem por isso em momento algum eu não parei de tentar rompê-las.
Esperança, foi algo que um dia havia em meu coração gelado que agora está diante de meu corpo frio.
Esperança, que um dia eu estaria livre. Assim como o músculo cardíaco que está liberto de suas obrigações em meu corpo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário