Um homem respirava morte por onde quer que ele fosse.
Ele já estava cansado, tinha uma sobra bem pesada em seu passado.
Sua armadura mostrava que a luta o acompanhava,
sua lâmina já mostrava o desgaste de tantos ossos cortados.
Um horizonte, e ele via seu destino.
Um raio de sol, e ele via seu caminho.
Uma estrada, e ele via sua sepultura.
Um homem que não tinha nome, mas marcado por seus atos.
Uma vida sem significado, sem importância, que apenas servia para tirar outras vidas.
Um homem que já havia lutado mais do que todos naquele reino,
agora abaixava sua cabeça em sua própria execução.
Sem vida em seus olhos, sem uma razão para se reerguer.
Sem um significado em seu coração, um homem morre de forma ridícula em um julgamento infundado.
Sem um propósito em sua alma, um homem morre sem seu amor.
Um horizonte, e ele via seu destino o torturar com todas as palavras duras que ele mesmo pronunciou.
Um raio de sol, e ele via seu caminho tortuoso até o inferno que ele mesmo havia criado.
Uma estrada, e ele via sua sepultura ser preenchida com seu próprio corpo.
Um amor, e ele sentia o calor que ele nunca tivera em seu coração.
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