Tantos eus em mim, coexistindo e se destruindo eternamente.
Criando dor e prazer, destruindo e construindo, me elevando, e amaldiçoando.
Tudo isto, em um ser que nem existe.
Como me definir? Como responder quem eu sou?
Como saber que tudo não é uma ilusão, e que a verdade é isto que vivo?
Perguntas me torturam sem ao menos existirem.
Eus que se matam dentro de mim, e constroem algo que nunca fui, e ao mesmo tempo, tudo que sempre fui.
Questões que causam agonia, e paz, ao ponto de me deixar são em um mar de loucura.
Como assim quem eu sou? Jamais seria capaz de responder tal indagação.
Todos os eus dentro de mim gritam a resposta ao mesmo tempo,
tomando a forma de um coro infernal e confuso,
e a melodia mais bela que já se teve notícia.
Existe prazer nesta loucura, e existe dor nesta sanidade.
Ao mesmo tempo que sou tudo isso, não sou nada.
Ao mesmo tempo que não sou nada, sou tudo isto.
Ao mesmo tempo que existo, deixo de existir, e ao mesmo tempo que aceito todos estes eus,
nego a minha própria existência.
Nenhum comentário:
Postar um comentário