Sabe, eu tenho vontade de lhe chamar para um café.
Um lugar bacana, que tenha um bolo de chocolate bem gostoso.
O tempo lá fora, esteja bastante agradável, e caia uma chuva inesperada.
Durante horas, perderíamos nossas mentes, em assuntos triviais e essenciais.
Comeríamos o bolo, deixaríamos o tempo passar, enquanto a xícara de café esfria.
O carro lá fora, molhado, saberia que não iríamos voltar tão cedo.
Conversaríamos sobre tudo. Sobre o mundo, sobre mim, sobre você.
Sobre nós.
A hora de irmos embora, nunca chegaria.
Preocupação com horário, estaria longe de tudo isto.
Falaríamos de tudo.
Falaríamos do quão agonizante tem sido esta distância.
Falaríamos do quão ruim foi ter permitido esta dúvida.
A noite cairia, e veríamos quanto tempo havia se passado.
O carro nos esperava, um pouco frio pela chuva que já havia deixado nossas conversas.
Estava tudo tão quieto. Estava tudo tão solitário.
Eu lhe levaria até sua casa. Sem nada pra dizer, um buraco entre nós.
Como pude ser idiota. Este era o motivo da insegurança.
Não queria deixar você ver o abismo aqui dentro.
De todas as minhas faces, esta é minha mais sombria.
Exatamente o que eu não queria lhe mostrar.
Você entraria em sua casa, com um olhar distante, tanto como se fossemos estranhos entre nós.
A cabeça baixa, iria mostra que não queria ter dito adeus, em todas as vezes que nos vimos.
E então, eu me lembraria de todas as despedidas.
Me esqueceria de todos os nossos sorrisos.
E veria todas as coisas que nunca dissemos.
Rever tudo que deveríamos ter dito, e saber que nos tornaríamos diferentes por isto.
E apenas, desistimos pela insegurança de não desabafar.
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