sexta-feira, 13 de junho de 2014

End

Por um momento, eu vi a luz se esvaindo de seus olhos.
Eu sabia que já era tarde, que por mais que eu tentasse, nada a traria de volta,
eu já ignorava tudo ao meu redor, meu sangue corria gelado em minhas veias,
o suor que descia pelo meu rosto, cortava como uma navalha em minha pele.

Eu sabia que era apenas um corpo em meus braços.
Eu sabia que já não havia uma alma para salvar naquela carne que eu segurava.
Eu sabia, que mesmo meus gritos desesperados, não poderia fazer nada para mudar a realidade.

Eu temia que aquilo fosse o fim.
Não importava o que eu fizesse, nada mudava. Eu já sentia que ela esfriava em meus braços.
Já era difícil me lembrar de alguma coisa, as minhas emoções confusas derrubavam a minha mente,
eu já não sabia o que fazer, o desespero me fazia doente...

Eu sabia que era apenas um corpo em meus braços.
Eu sabia que já não havia uma alma para salvar naquela carne que eu segurava.
Eu sabia, que mesmo meus gritos desesperados, não poderia fazer nada para mudar a realidade.
Eu sabia, que era um final.
Mesmo que eu tentasse lutar contra com uma força que eu desconhecia.
Mesmo que eu ignorasse o pavor que tomava cada célula de meu corpo.
Eu sabia. tudo terminava ali.

domingo, 18 de maio de 2014

Sonhos

Toda a vida se passa diante de seus olhos.
Com este ar curioso, ela observa toda a essência se esvair das criaturas ao seu redor.
Ela acorda e vê seus sonhos desmoronarem em pedaços tão pequenos,
que ela não poderá remontá-los tão cedo.

Ela vê a luz se extinguir de toda a sua existência.
A vida se torna tão gelada que não mais pulsa em suas veias.
Seus sonhos, minha cara, são agora sádicos pesadelos.

A nuvem se aproxima, e carrega a tristeza de seus olhos.
O tempo fecha, tudo se torna cinzas em seu coração.
Ela corre contra o vento, enquanto seus olhos se entorpecem pela tempestade de sua alma.

Todo o seu sangue se esvai em cicatrizes tão antigas quanto seu próprio corpo,
ela se esquiva dos pedaços de seus sonhos que caem tentando feri-la,
nada mais importa, ela já sabe que a única coisa que pode fazer é correr,
antes que ela descubra que seus sonhos anseiam por fazê-la cair...

sábado, 22 de março de 2014

Todo o tempo

Eu podia jurar que eu te vi sorrir esta manhã. Eu podia jurar que esta era uma alegria única.
Verdadeira.
Eu podia jurar que sua pele se arrepiava a meu toque. E que não era apenas mais uma alucinação.

Você deu o máximo de você, tanto o seu corpo quanto a sua alma podem comprovar isto.
Pela manhã, você sorria em um êxtase que não poderia ser compreendido pela humanidade.
Você manifestava o prazer como seu realmente o amanhã não nos agraciasse com sua existência.
Eu me incendiava com o seu toque, e podia viver isto uma eternidade sem ao menos me cansar.
Gostaria de lhe mostrar o que eu vejo enquanto nos perdemos em toda esta luxúria...

Eu poderia estar aqui todo o meu tempo,
ignorando a própria mortalidade,
nossas almas presas por um contrato de sangue,
uma manhã em que não poderíamos nos separar nem mesmo por um abismo...

Quando eu lhe toco, sinto sua alma se espalhar por minha pele.
Sua respiração se torna tão densa que chega ao ponto de querer parar.
A temperatura sobe tanto que nossas mentes apenas desligam.
E eu poderia fazer isso todo o tempo...

segunda-feira, 17 de março de 2014

Forgiveness

Existem coisas, que minhas palavras não são hábeis suficiente para descrever.
Coisas que meus pensamentos apenas rodeiam, e não podem dar significado.
Coisas que mesmo que eu não possa esquecer, não consigo lembrá-las como deveria.

Eu olho por esta noite, me sinto como um lixo,
não consigo achar o meu lugar para dormir,
me deito no chão desta rua deserta por saber que eu não tenho o meu próprio perdão.

Existem coisas, que eu não consigo entender.
Erros que mesmo que eu tente novamente, tornariam a acontecer.
Eu não acho que esta noite eu consiga entender tudo isto.
Vejo cicatrizes em meu corpo e nenhuma memória para explicá-las.

Eu corro em direção a uma paz que eu nunca serei capaz de alcançar.
Busco o meu próprio significado enquanto sou mutilado por minhas próprias perguntas.
Quebro minhas próprias regras para evitar que elas me limitem.
Ainda mais do que já me sinto.

Eu olho por esta noite, me sinto como um lixo.
Não consigo encontrar a paz para que eu possa dormir.
Me deito neste chão, e me lembro de pecados que não cometi.
Me lembro que eu não posso ter minha própria absolvição...

segunda-feira, 3 de março de 2014

Egoísmo

Eu estou tão cansado de esperar a sua resposta,
estou muito cansado para correr atrás do que só tem se distanciado.
Meu corpo já não responde o suficiente para que eu me der o trabalho de lutar.

Minha pele já tem marcas demais para contar essa história,
sinto que minhas cicatrizes estão infeccionadas e já não podem se recuperar.
Minha carne já está morta e por acaso continua presa aos meus ossos.

Meu sangue escorre sem parar até o fim deste monólogo.
Você não consegue enxergar fora de seu mundo,
e não percebe que a lâmina que causou a maioria destes ferimentos está na sua mão.

Você um dia disse que tudo iria mudar,
e mesmo assim, deixou que eu atingisse o chão sozinho.