Desejo de todo meu coração acabar com este vazio.
Esgotar todas as fontes de minhas memórias.
Destruir toda a fonte de meu conhecimento.
Gritar até que todos consigam ouvir a minha alma.
Drenar a minha vitae até que não sobre mais nenhum vestígio de vida...
Sussurros em minha mente me fazem ver as ruas vazias,
como se tudo não passasse de um reflexo mal desenhado no espelho,
ignoro os fantasmas e continuo a agonizar sem esperança...
Desejo de todo meu coração, que eu encontre o fim para este desespero.
Não ouvir os fantasmas de minha mente arrastarem correntes em meu cérebro.
Manter minhas manhãs quentes com o calor do sol.
Sentir o vento tocar a minha pele e não sonhar que são facas rasgando minha pele.
Sussurrar em meus sonhos as verdades que apagariam a minha dor.
Este desespero me canta a chave para purificar a minha alma.
Esquecer as convicções que me mantem em meu buraco de lama.
Embebedando a minha alma com a cura de meus pecados...
Naquela manhã de chuva, em plena entediante tarde de terça feira, nascem alguns sentimentos. Seja de uma simples lembrança de um sorriso ou de uma lágrima, seja daquele "empurrãozinho" de uma música marcante. Aqui, estes sentimentos têm a chance de continuarem a existir. Talvez um dia, em seu coração.
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
Clichê
Hoje eu segurei o meu fôlego.
Enquanto caminhava, me lembrava de meu passado, cada caminho que meus pés já trilharam.
Pensei em quanto tempo eu passei junto aos nossos sonhos.
Cada vida que imaginamos um dia ser nossa.
Antes mesmo de perceber que todas estas vidas chegariam a morrer algum dia.
Me lembro de cada promessa que fizemos para o tempo que tivemos,
a liberdade que lutamos para conseguir, e desperdiçamos com as tragédias de nossas vidas,
a força que empenhamos para nos manter vivos enquanto nossos corpos já apodreciam no chão...
Eu sei que é um pouco clichê, até mesmo por eu dizer que era a minha verdade,
que eu nunca sonhei com algo parecido com o que você mudou em mim.
Que eu nunca imaginei ser pego por um sentimento tão forte por alguém.
Que eu sempre vi o meu futuro com você ao meu lado...
Enquanto caminhava, me lembrava de meu passado, cada caminho que meus pés já trilharam.
Pensei em quanto tempo eu passei junto aos nossos sonhos.
Cada vida que imaginamos um dia ser nossa.
Antes mesmo de perceber que todas estas vidas chegariam a morrer algum dia.
Me lembro de cada promessa que fizemos para o tempo que tivemos,
a liberdade que lutamos para conseguir, e desperdiçamos com as tragédias de nossas vidas,
a força que empenhamos para nos manter vivos enquanto nossos corpos já apodreciam no chão...
Eu sei que é um pouco clichê, até mesmo por eu dizer que era a minha verdade,
que eu nunca sonhei com algo parecido com o que você mudou em mim.
Que eu nunca imaginei ser pego por um sentimento tão forte por alguém.
Que eu sempre vi o meu futuro com você ao meu lado...
domingo, 19 de janeiro de 2014
Algumas coisas...
Algumas coisas, simplesmente não podemos ter.
Algumas coisas eu não posso ter.
Me faz pensar, naquilo que tem me despedaçado todas as noites.
No desejo que me corrói todas as vezes que meu peito se infla de ar.
Naquilo que me faz continuar em meu caminho.
Tudo me faz querer me perder por aí. Tudo é apenas uma desculpa para que eu queira fechar os meus olhos.
Algumas coisas me fazem perder a noção do tempo, do que é certo, ou do que me mantém acordado...
Como se algumas coisas fossem destinadas a não serem alcançadas por minhas mãos.
Não é como se eu pudesse gritar com o máximo de meus pulmões,
ou dar todo o meu sangue.
De todo modo, eu poderia me doar por completo, ou me esforçar o suficiente para uma centena de vidas,
não seria o suficiente. Algumas coisas eu realmente não posso ter.
Pensamentos que rasgam a minha mente antes de eu me deitar.
Desejos que fragmentam a minha consciência antes de eu conseguir dormir.
Vontades que retiram a minha alma antes que eu possa lutar.
Existe algo que eu não consigo ver. Algo que talvez eu nunca irei alcançar.
Algumas coisas eu não posso ter.
Me faz pensar, naquilo que tem me despedaçado todas as noites.
No desejo que me corrói todas as vezes que meu peito se infla de ar.
Naquilo que me faz continuar em meu caminho.
Tudo me faz querer me perder por aí. Tudo é apenas uma desculpa para que eu queira fechar os meus olhos.
Algumas coisas me fazem perder a noção do tempo, do que é certo, ou do que me mantém acordado...
Como se algumas coisas fossem destinadas a não serem alcançadas por minhas mãos.
Não é como se eu pudesse gritar com o máximo de meus pulmões,
ou dar todo o meu sangue.
De todo modo, eu poderia me doar por completo, ou me esforçar o suficiente para uma centena de vidas,
não seria o suficiente. Algumas coisas eu realmente não posso ter.
Pensamentos que rasgam a minha mente antes de eu me deitar.
Desejos que fragmentam a minha consciência antes de eu conseguir dormir.
Vontades que retiram a minha alma antes que eu possa lutar.
Existe algo que eu não consigo ver. Algo que talvez eu nunca irei alcançar.
sábado, 28 de dezembro de 2013
Sussurros
Posso ouvir a sua respiração próxima de minha pele.
Sentir o ar que sai por entre seus lábios semi-abertos.
Provar do doce toque de suas mãos em meu pescoço.
Sussurrar em seu ouvido palavras tão obscenas que a tirariam de seu chão.
Acompanhar as curvas de seu corpo dançando com meus dedos.
Lá fora está tão frio, que nem percebemos quando o vidro ficou embaçado.
Um abraço forte nos mantém tão perto que nossa respiração parece se fundir.
As batidas aceleradas de nossos corações parecem ritmadas misticamente.
Seu sussurro em minha pele nua causa arrepios.
Cada beijo de seus lábios deixa minha pele incendiada.
Enquanto nos deitamos neste mar de perdição nossos gritos são abafados.
Cada angústia desaparece de nossas vidas.
Só importa aquele momento, mesmo que a eternidade não seja mais tão literal.
Só mantemos nossos corpos tão perto que quase se tornam um.
Mesmo que o mundo congele, estaremos quentes nesta cama.
Nós mudamos tanto com cada toque que já somos quase estranhos.
Nos mantemos em chamas com o arrepio de sussurros e beijos.
Enquanto nossos corpos bailam em um ritmo vigoroso.
Preenchemos o vazio de nossas almas com a nossa própria carne.
Damos cores ao mundo cinza que reflete em nossos olhos com o nosso próprio sangue.
A dança de nossas almas é guiada por cada suspiro de nossos corpos,
a dança de nossos corpos é guiada por cada sussurro de nossas almas...
Sentir o ar que sai por entre seus lábios semi-abertos.
Provar do doce toque de suas mãos em meu pescoço.
Sussurrar em seu ouvido palavras tão obscenas que a tirariam de seu chão.
Acompanhar as curvas de seu corpo dançando com meus dedos.
Lá fora está tão frio, que nem percebemos quando o vidro ficou embaçado.
Um abraço forte nos mantém tão perto que nossa respiração parece se fundir.
As batidas aceleradas de nossos corações parecem ritmadas misticamente.
Seu sussurro em minha pele nua causa arrepios.
Cada beijo de seus lábios deixa minha pele incendiada.
Enquanto nos deitamos neste mar de perdição nossos gritos são abafados.
Cada angústia desaparece de nossas vidas.
Só importa aquele momento, mesmo que a eternidade não seja mais tão literal.
Só mantemos nossos corpos tão perto que quase se tornam um.
Mesmo que o mundo congele, estaremos quentes nesta cama.
Nós mudamos tanto com cada toque que já somos quase estranhos.
Nos mantemos em chamas com o arrepio de sussurros e beijos.
Enquanto nossos corpos bailam em um ritmo vigoroso.
Preenchemos o vazio de nossas almas com a nossa própria carne.
Damos cores ao mundo cinza que reflete em nossos olhos com o nosso próprio sangue.
A dança de nossas almas é guiada por cada suspiro de nossos corpos,
a dança de nossos corpos é guiada por cada sussurro de nossas almas...
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
Metáfora
Estes dias eu percebi que meus estados espirituais tem variado como o vento em uma tempestade.
Sorrisos, ataques de fúria, não acompanham o limite das dimensões do tempo, e se confundem muito mais do que eu possa mesmo perceber.
É como se acordar todos os dias tenha se tornado minha tortura pessoal.
Me sinto perdido, drenado, com um buraco na alma que nada mais pode preencher.
Eu ouço a música que toca enquanto respiro.
Ela me diz coisas que por mais que eu lute, eu não consigo me livrar.
A nostalgia tem se feito cada vez mais dolorosa a cada vez que assume o meu corpo.
Eu queria arrancar este coração que teme, este coração que pulsa veneno em minhas veias,
este coração que tem mentido apenas pela satisfação da dor.
Eu apenas queria acordar e ouvir as palavras que poderiam me libertar.
Eu não quero mais ouvir a razão para abrir meus olhos a cada manhã.
Eu poderia usar as correntes que prendem os meus braços e pernas em volta de meu pescoço,
e saltar para o nada.
De uma forma metafórica, eu acho.
Sorrisos, ataques de fúria, não acompanham o limite das dimensões do tempo, e se confundem muito mais do que eu possa mesmo perceber.
É como se acordar todos os dias tenha se tornado minha tortura pessoal.
Me sinto perdido, drenado, com um buraco na alma que nada mais pode preencher.
Eu ouço a música que toca enquanto respiro.
Ela me diz coisas que por mais que eu lute, eu não consigo me livrar.
A nostalgia tem se feito cada vez mais dolorosa a cada vez que assume o meu corpo.
Eu queria arrancar este coração que teme, este coração que pulsa veneno em minhas veias,
este coração que tem mentido apenas pela satisfação da dor.
Eu apenas queria acordar e ouvir as palavras que poderiam me libertar.
Eu não quero mais ouvir a razão para abrir meus olhos a cada manhã.
Eu poderia usar as correntes que prendem os meus braços e pernas em volta de meu pescoço,
e saltar para o nada.
De uma forma metafórica, eu acho.
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