Estes dias eu percebi que meus estados espirituais tem variado como o vento em uma tempestade.
Sorrisos, ataques de fúria, não acompanham o limite das dimensões do tempo, e se confundem muito mais do que eu possa mesmo perceber.
É como se acordar todos os dias tenha se tornado minha tortura pessoal.
Me sinto perdido, drenado, com um buraco na alma que nada mais pode preencher.
Eu ouço a música que toca enquanto respiro.
Ela me diz coisas que por mais que eu lute, eu não consigo me livrar.
A nostalgia tem se feito cada vez mais dolorosa a cada vez que assume o meu corpo.
Eu queria arrancar este coração que teme, este coração que pulsa veneno em minhas veias,
este coração que tem mentido apenas pela satisfação da dor.
Eu apenas queria acordar e ouvir as palavras que poderiam me libertar.
Eu não quero mais ouvir a razão para abrir meus olhos a cada manhã.
Eu poderia usar as correntes que prendem os meus braços e pernas em volta de meu pescoço,
e saltar para o nada.
De uma forma metafórica, eu acho.
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