segunda-feira, 7 de outubro de 2013

"Então, se você se importar, eles podem te matar."

"Então, se você se importar, eles podem te matar."
Dizia aquele monstro a criança que não parecia com medo em momento algum.
Aquela criatura não podia entender o que acontecia,
por mais que seus olhos só refletissem a morte,
por mais que sua figura fosse a de um demônio,
aquela criança não parecia se importar.

"Como eles podem matar uma criatura tão forte como você?"
A dúvida era o único sentimento expresso pela criança.
Aquele demônio em forma de humano estava confuso,
acostumado em trazer dor, e se alimentar de tudo isto, não conseguia entender o que se passava.
Ele só queria sangue, ele só queria preencher aquele vazio, e mesmo assim,
não podia ver o medo naqueles olhos inocentes...

Apenas responder aquela pergunta importava agora.
O vazio, havia tomado conta de sua existência, e o monstro não queria mais a matança.
Ele não reconhecia mais o reflexo que via no espelho.
Sua forma parecia estranha, depois de tanto tempo.

Saindo daquele quarto, após alguns segundos que pareceram tão longos quanto décadas,
a criatura se vira, observa aquela criança, e apenas responde:
"Quando disse "eles", me referia aos sentimentos. Se você se importar, eles vão te matar..."
Depois deste momento, aquela frase se tornou apenas uma memória,
e a criatura foi destruída de todas as suas lembranças...

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Vitae

Seu sangue, correndo tão vivo em suas veias, tão quente,
me faz desejá-la mais do que o ar que eu respiro.
A cada toque em sua pele, esta se arrepia correspondendo ao prazer do ato.
Minhas mãos trêmulas pela sede, apenas seguem o caminho por entre as curvas de seu corpo...

Seu sangue, pulsando através deste corte...
Vermelho, tão vivo... Tão saboroso...
A sede incontrolável me faz beijá-la.
A sede incontrolável me faz provar de sua vitae que escorre na sua pele...

Seu sangue, em meus lábios, ainda carregam a vida que esvai de seu corpo.
Em meus lábios, seu sangue continua quente, quase como se ardesse em meu corpo,
e fizesse um coração morto há muito tempo atrás voltar a pulsar.

Seu sangue, que agora a pouco estava em seu corpo, agora pulsa em minhas veias.
Com a mesma vida, com o mesmo calor que havia em seu corpo, agora já frio...
Seu sangue me fez sentir vivo, quente, como nunca antes...

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Screams

Eu estou cansado de tentar estar certo a todo momento,
cansado de ver mentiras que eu acreditei serem verdade,
se tornando as minhas verdades em meu mundo todo distorcido e miserável.
Cansei do peso em meus ombros, se tornarem tão insuportável, que nem posso mais me lembrar dele.

Eu vejo que meu sangue está amaldiçoado, que minhas escolhas me levam ao meu abismo,
que as sombras que estão em meu caminho só me engolem, me sufocam,
eu vejo o ar se tornar escasso, meus pulmões não podem mais tê-lo...

O que eu fiz? Quais deuses eu por um deslize irritei?
Quais foram as escolhas que me destruíram?
Quem vai estar aqui, enquanto eu não encontro as respostas para minha alma?
Quem vai ouvir as minhas desculpas, enquanto meu coração está próximo de sua parada?
Quem vai ver eu transformar minhas verdades, nas mentiras originais?

Eu só quero clarear minha mente, que me destrói a todo tempo.
Retirar os gritos presos em minha garganta,
que se tornaram o câncer que tem me corroído por dentro.
Eu não posso mais ver estas verdades,
me fazerem sangrar enquanto eu engasgo em minhas ilusões.

O que eu fiz? Quais deuses eu por um acaso irritei?
Por quanto tempo terei de me destruir para pagar todos os meus pecados?
O preço pela verdade é meu próprio sangue?
Alguém pode me dizer por qual motivo eu não posso mais suportar tudo isto?

Eu só quero um pouco de paz,
para que eu possa juntar todos os pedaços que minha mão ensanguentada puder recolher...

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Um sorriso tolo...

Dia cansativo, mas não o suficiente para me fazer apagar.
Entre uma coisa e outra, que me tirava o tempo,
me pego a pensar novamente em seu sorriso.
Eu me sinto um tolo, enquanto ria sozinho de uma memória que jamais esquecerei.
Nada para perder, eu apenas fechava os olhos e tornava tudo mais vivo.
Eu estava cansado, mas tinha um sorriso no rosto.
Não de felicidade, não de satisfação, um sorriso tolo.
Eu pensava em você enquanto bebia aquele copo de vinho,
pensava até que sentia os meus ossos congelarem com a brisa da chuva que caía.
Eu apenas esperava que você pudesse aparecer,
rir da minha barba mal feita, e me levar para casa, ainda sorrindo.
Eu fui um tolo por acreditar em tudo isso.
Eu seria um tolo, se eu não acreditasse em tudo isso.
Eu sou um tolo, simplesmente por ser...

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Rascunhos...

Eu havia pensado em um monte de coisas legais pra dizer, mas, fiquei na dúvida de todas elas.
Quero te ver, sentar pra conversar, sem horário. Falarmos bobagens e sobre aquelas coisas que estão presas e não deixamos ninguém saber.
Honestamente, me sinto um idiota por desejar te fazer rir o tempo todo, só para ser hipnotizado pelo seu sorriso. De verdade, eu sou quase um viciado nisto...
O tempo é algo que temos, então, vamos aproveitar todo que despusermos.
Não importa se está chovendo, ou o sol brilha, só importa se nossos olhares se conectarem, e houver brilho.
Por mais que a chuva esteja fria, os nossos ossos estarão aquecidos.
A única coisa que eu quero, é ver o seu sorriso. Só isso me basta...
Enquanto escrevo meus rascunhos, eu penso no seu sorriso, e como isso me faz rir...