sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Vitae

Seu sangue, correndo tão vivo em suas veias, tão quente,
me faz desejá-la mais do que o ar que eu respiro.
A cada toque em sua pele, esta se arrepia correspondendo ao prazer do ato.
Minhas mãos trêmulas pela sede, apenas seguem o caminho por entre as curvas de seu corpo...

Seu sangue, pulsando através deste corte...
Vermelho, tão vivo... Tão saboroso...
A sede incontrolável me faz beijá-la.
A sede incontrolável me faz provar de sua vitae que escorre na sua pele...

Seu sangue, em meus lábios, ainda carregam a vida que esvai de seu corpo.
Em meus lábios, seu sangue continua quente, quase como se ardesse em meu corpo,
e fizesse um coração morto há muito tempo atrás voltar a pulsar.

Seu sangue, que agora a pouco estava em seu corpo, agora pulsa em minhas veias.
Com a mesma vida, com o mesmo calor que havia em seu corpo, agora já frio...
Seu sangue me fez sentir vivo, quente, como nunca antes...

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