sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Alone

Sentado eu, nesta calçada fria, contemplava meus pensamentos que rodopiavam e assombravam a minha mente naquele momento...
Estar ali, me levava a uma dor inimaginável... Estava eu, sozinho e perdido...
Todos aqueles pensamentos eram verdades, ninguém estenderia a mão para que eu me levantasse, para que eu saísse daquele estado de decomposição espiritual.
Foi quando a chuva começou a tocar o meu corpo.
Aqueles pingos tornaram tudo mais tranquilo, eles devolviam um pouco de força ao meu corpo cansado.
até o momento em que a chuva passara a agredir o meu ser...
Cada gota, batia com intensa violência, e novamente eu me sentia sozinho, abandonado a própria sorte...


Onde estavam todos neste momento? 
Onde estava o próprio Deus que protegia toda a sua criação?


Promessas, de tantos que passaram por mim e diziam estar em minha companhia...
Promessas, de que seriam aqueles a me guiar, aqueles a me levantar...
E agora, estava eu e a chuva que insistia a tornar tudo mais doloroso...
Chuva que me levava a uma ira imensa, que drenava o meu ser, me jogava em um abismo...
Abismo de solidão, abismo de dor...
Todo o meu corpo sucumbia ao efeito de torpor que me tomava, e permitia que aquela chuva não mais me agredisse...
Mas me lembrava que estava vivo, e que a minha existência seria às sombras de toda solidão...
Me levanto, e com as mãos no bolso, a mente perturbada e levada a reflexão,
derrubo uma lágrima que se confunde com as águas da chuva...
Lágrima que será esquecida, mas que seu peso irá constar em minha alma pelo resto de minha patética vida...

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