domingo, 12 de fevereiro de 2012

Eu queria que fosse diferente, que não houvesse esta distancia entre nós.
Queria que em meus olhos refletissem o seu sorriso,
por alguma besteira que eu venha a falar para você.
Eu queria que eu não me sentisse tão vazio assim,
poder sentir o seu abraço em volta de meu corpo,
dizendo que não irá me deixa para trás.
Eu queria poder lutar contra tudo isto,
ter forças para não me sentir como um lixo novamente,
ver um pouco de afeto nos olhos de todos a minha volta.
Eu queria poder entender a lógica do destino,
saber o motivo de eu ter sido escolhido para este joguinho infantil,
parar de sentir este vazio em algum momento.
Por todas as coisas que eu tenho feito ou pensado,
sempre houve uma força que me acertava de forma que me manter erguido,
era impossível.
Eu queria poder entender o que este destino tem para mim,
e por uma única vida, esquecer-me de todas estas feridas,
e te abraçar bem forte, sem preocupar com a dor.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Sorriso

Independente do que acontecesse, eu tinha me feito uma promessa.
Não me importaria mais com estes ferimentos em minha carne,
o sangue que escorre pelo meu corpo,
ou as péssimas memórias que em mim carrego.
Eu me prometi, após juntar todos os cacos,
tratar de todas as feridas,
que eu iria sobreviver até o final de semana.


Em meio a todo este caus, iria levar um sorriso no rosto,
faria o meu trabalho de forma que transparecesse esta felicidade,
e de forma a me manter vivo até ao entardecer,
Por mais que eu estivesse totalmente despedaçado por dentro.


Eu iria esconder as minhas fraquezas,
com um sutil sorriso que não pudesse mostrar meu sofrimento.
Iria sobreviver até o final de semana da melhor forma possível.
Sempre com este maldito sorriso como defesa.
Apesar de todas as pancadas da vida,
ainda iria sobreviver até o final de semana.
Apenas para poder me prometer o mesmo novamente.


Sem lágrimas, sem arrependimentos, sem lamentos...
Apenas com um sorriso.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Passado

Não que eu queira reviver algum passado,
mas seria agradável.
Por elas, sempre fui confortado.


Ainda um dia destes, me peguei revirando recordações,
de um dia que amei uma pessoa.
E, por ironia do destino, se é que ele realmente existe,
me levou a um futuro que não tenho esta pessoa ao meu lado.


Engraçado. Se me perguntar, eu não sei explicar o motivo.
Mas em palavras, eu ainda me importo.
Sentiria da mesma forma ver uma lágrima escorrer de seus olhos.
E não faria ideia do que fazer para pará-las.
Eu ainda seria o mesmo idiota, que procurava de todas as maneiras,
deitar em seu colo e fingir que o mundo não existe.


Ainda amo todos os momentos que passamos juntos.
Ainda gostaria de estar do seu lado, em todo instante.


O problema é que em algum momento, nossos caminhos se divergiram.
Por isso estamos tão longe.
E é exatamente isto que odeio.
Que não estamos juntos no presente.


Eu sei que quando você ler isto, irá fingir que não digo isto para você.
Irá ignorar tudo isto, e com um sorriso no rosto,
vai sentir todo este passado bater.
A nostalgia é um sentimento ruim. E bom ao mesmo tempo.
Irá te paralisar, e te fará querer que o passado volte.
Como eu desejo. Como um dia eu amei...

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Desencontros

Cada um de nós, seguiu por um caminho divergente.
Nossas palavras não se encontram mais.
Nossos heróis de tempos em que sonhávamos, simplesmente nos abandonaram.
Vivemos realidades que não desejávamos.
Não enquanto nossos sorrisos se refletiam...


Passos dados em direções opostas,
criaram uma distância que não podemos mais transpor.
Desencontros marcaram toda uma trajetória,
que em histórias não poderia contar...
Não enquanto nossos abraços pareciam eternos...


Não poderia, naquela época,
ver as imagens de um presente nublado,
e continuar a acreditar que o futuro que sempre sonhei
desaparecia como a energia que me abandona em uma tarde tediosa.


Para ser sincero, não acredito mais em nossa realidade.
Com tantos desencontros, fico a me questionar...
Por quanto irei suportar a distância?
Por quantos desencontros, ainda terei de suportar,
até o dia em que nos encontraremos definitivamente?

sábado, 17 de dezembro de 2011

Ar

Eu queria poder respirar agora.
Sempre fui daqueles que dá valor depois de perder.
Como todo ser humano.
Agora, é um pouco diferente.
Não posso mais, sentir o calor como você.
Ver o brilho do sol, ou as cores do mundo,
sentir os sabores que o mesmo nos trás.
Por não fazer mais parte deste mundo,
não posso mais olhar em seus olhos.
Não poderei, sentir o calor de seu corpo.
Não poderei, por toda eternidade, ser a razão de seu sorriso.
Ou tê-lo só para mim.
Eu queria poder respirar agora.
Este ar que você tanto desdenha, já não tenho mais.
Depois de morto, você começa a pensar coisas deste tipo.
Você passa a dar valor, ao simples ar que você tinha...